CHICLA DE MENTAL - Onde se denunciam certas e determinadas situações

9.11.05

Gripe das Aves, o meu caralho!


Na sexta-feira passada, enquanto fazia o amor com a galinha de um vizinho meu, a puta espirrou... Desde então que tenho o marsápio a pingar... Tou a pensar em pegar no serrote enferrujado que tenho lá em casa e acabar com esta merda. Mais vale prevenir...

8.11.05

Devaneios de uma pessoa de bem


Isto de manter uma "carreira" na vida dita casta tem mesmo muito que se lhe diga. Mais do que a maioria pouco informada e desleixada possa pensar. O controlo (tendencialmente) total da mente sobre o corpo é tarefa dura (em todos os sentidos), auto-martirizante e, por vezes, ingrata por não se lhe dar o devido valor. Há muito, mas mesmo muito, trabalho pela frente. São inúmeros os exercícios mentais.
É que, caso ainda não se tenham apercebido (isto é, caso não tenham ou mesmo não tencionem enveredar por tais caminhos), há que retocar a nossa natureza nos instintos mais puros, alguns funcionando com um tal automatismo que o "savoir faire" só a pulso (literalmente) pode ser alcançado. Sim, refiro-me a essa mesma predisposição sentida aquando da presença (real, imaginária ou através de artifício substitutivo) de uma qualquer fêmea apetecível.
O importante, meus caros amigos, é manter a postura. Qualquer passo em falso ou exteriorização em demasia dos nossos reais (e constantes) intuitos pode deitar tudo a perder. Lembrem-se que a jogada pode ser única - o flanco por regra é deixado desguarnecido em raras ocasiões. As guardas estão frequentemente levantadas. Deste modo, o meu conselho teórico vai no sentido da adopção de uma postura algo distante, quiçá um pouco lunática, atenta (mas não em demasia), sensível-compreensiva e dinâmica q.b..
Esta uma das possíveis formas de combater a nossa grande falácia, qual verdade insofismável: salvo (muito) raras excepções - e isto ao contrário das mulheres - não podemos ser chamados "difíceis" quando deparados com uma possível situação (de novo, real ou mesmo imaginária) de sedução. É quase inevitável "disparar". Por vezes um erro crasso.
Razão tinha quem um dia afirmou, servindo-nos de grande inspiração, e impertigando a nossa sede de aperfeiçoamento nesta sede/sede (são aqui aplicáveis os dois substantivos omógrafos) muito sensível: "sustine et abstine", vulgo "abdica e sê rei de ti próprio".

Anónimo, como seria óbvio

7.9.05

Missão Possível


Regozijamo-nos que este ambicioso projecto veja (finalmente) a luz do dia ao fim do nosso útero. Sim.
Este confortável espaço de reflexão possibilitar-nos-á explorar e quiçá dissecar de vez os recantos mais obscuros (mas também os mais férteis) das nossas turvas mentes.
Também nesta sede se discutirão os devaneios e preocupações de uma complicada etapa na vida de qualquer jovem, a assustadora fase a que ousamos chamar - num termo cientificamente singular e que achamos lapidar no enfoque dado a toda uma situação de dúvida, angústia e necessidade de afirmação - a de "pré-bonuspaterfamilias".
Todos os devaneios serão minuciosamente analisados e cuidadosamente interpretados. As profundas e pioneiras análises introspectivas intransigentes que seguirão este nosso manifesto deverão ser lidas à luz de um saber de experiência feito.
Julgamo-nos capazes.